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Porta Aberta para Pe. Anastácio Martins da Rocha

Pe. Anastácio

Não baixa os braços, nem diante da covid-19 nem diante da lepra

Aos Domingos, entre as 10h e as 11h da manhã, a Renascença tem a Porta Aberta para homens e mulheres com histórias únicas, que a vida levou por caminhos diferentes… Amigos de Deus!

Um desses amigos é o Pe Anastácio Jorge, Missionário da Boa Nova. Disseram, a propósito dele, que ‘a missão faz o missionário’ e é verdade! Mas como é verdade também que o missionário faz a missão… quando confia em Deus e deita mãos à obra para valer aos mais pobres, aos mais frágeis, aos mais marginalizados; quando acredita que Deus, com o nosso pouco, faz maravilhas em favor de quem mais precisa!

Porque Domingo, 31 de Janeiro, se celebrou o Dia Mundial dos Doentes de Lepra, vale a pena ouvir a conversa que a Dina Isabel e o António Freire tiveram com este missionário que, em Moçambique, se empenha também na luta contra a lepra! É tão importante a sua obra, que foi condecorado com a Ordem de Mérito!

Em Portugal, a APARF, Associação Portuguesa dos Amigos de Raoul Follereau, conta com a nossa generosidade para garantir os meios necessários a quem batalha no terreno contra a lepra. Todos os donativos, pequenos ou grandes, são importantes!


O diagnóstico precoce é fundamental para tratar a doença de lepra

O diagnóstico precoce é fundamental para tratar a doença de lepra, mas é preciso mais ferramentas em campo para fornecer resultados rápidos e precisos. Várias entidades propõem o uso de imagens espectrais e tecnologia móvel para identificar a pele afectada pela doença.

https://ntdinnovation.org/2020-finalist-proposals

Porque é que as pessoas escondem os sintomas da lepra/hanseníase e o que é que isso significa para elas?

No mundo existem pessoas que identificam uma mudança de cor na sua pele e que nessa zona perderam a sensibilidade. Sabem que poderá ser lepra/hanseníase, mas evitam procurar ajuda médica. Esta decisão pode ter consequências terríveis, incluindo deformações e incapacidades evitáveis para o resto da vida. No entanto tomam esta decisão porque temem o estigma e o ódio das suas famílias, amigos e comunidade.

O estigma em torno da lepra/hanseníase está presente em muitas comunidades

A lepra é uma doença que carrega consigo um grande estigma. Por vezes ocorre porque a doença é vista como uma maldição, outras porque é uma doença considerada altamente contagiosa, e às vezes é porque existe muito medo em torno das deficiências que a lepra/hanseníase causa, como graves danos ao mãos, pés e olhos.

Devido a estas percepções em torno da lepra/hanseníase, as pessoas afectadas pela doença são frequentemente expulsas das suas casas e comunidades. São forçados a viver separados de todas as outras pessoas nas ruas, em cavernas ou armazéns. Na pior das situações as crianças ficam escondidas durante anos.

Mesmo em comunidades no mundo onde não há lepra/hanseníase, as pessoas usam termos odiosos como ‘leproso’ e fazem da doença um sinónimo de indesejável. Frequentemente, não percebemos o dano que este tipo de linguagem pode ter quando ecoa online, na TV ou noutras formas de arte e que atinge as comunidades onde as pessoas vivem com a doença.

Nesse contexto, é fácil entender porque é que as pessoas teriam medo de ser diagnosticadas com lepra/hanseníase, porque é que esconderiam os sintomas e evitariam o tratamento médico. Quem quer ser diagnosticado com uma doença que vem com toda essa bagagem?

Evitar o tratamento causa danos terríveis

A lepra/hanseníase é uma doença curável com medicação gratuita, conhecida como terapia multi-medicamentosa (MDT). Se uma pessoa começa a tomar MDT logo após perceber os primeiros sinais da doença, o risco de desenvolver uma incapacidade para o resto da vida como resultado da doença é mínimo.

Infelizmente, se uma pessoa esconde os seus sintomas e evita o tratamento médico, aumenta drasticamente a probabilidade da doença atacar os nervos ao redor de seus cotovelos, joelhos e olhos. Este dano no nervo pode causar graves deficiências que limitam o dia a dia. O medo da doença e das deficiências que ela causa muitas vezes leva ao desejo de esconder os sintomas, o que apenas aumenta a probabilidade dos seus medos se tornem realidade.

Podemos acabar com o problema do estigma e derrotar a lepra

O estigma da lepra/hanseníase devesse ao facto das pessoas não conhecem os factos importantes. Mais pessoas procurarão tratamento quando o conhecimento sobre a lepra/hanseníase for maior e o estigma reduzido. É por isso que é importante partilhar estes factos.

Por exemplo, a lepra NÃO é uma maldição. É causada por uma bactéria, assim como tantas doenças em todo o mundo. A lepra NÃO é altamente contagiosa; é uma doença moderadamente infecciosa à qual 95% da população é imune. Além disso, é uma doença de fácil tratamento com medicamentos gratuitos.

A educação e a redução do estigma desempenham um papel crucial nos nossos esforços para derrotar esta doença.

Fonte: The Leprosy Mission International


OMS declara 2021 Ano Internacional dos Trabalhadores de Saúde e Cuidadores

A OMS declara o ano de 2021 o Ano Internacional dos Trabalhadores de Saúde e Cuidadores.

Os trabalhadores de saúde têm um papel fundamental em assegurar a saúde e o bem-estar para a população. Este ano têm demonstrado dedicação, sacrifício e compromisso extremos.

Fonte: ONU

Foto: OMS Síria


Coronavírus em Nampula

Partilhamos o testemunho que recebemos da Ir. Maria da Assunção em Nampula, durante este tempo em que enfrentamos a pandemia covid 19.

Queridos amigos

Espero ardentemente que o coronavírus não tenha entrado nas vossas casas nem nas vossas famílias e que todos se encontrem bem.

A carta que vos escrevo hoje, tem necessariamente que ser diferente de todas as outras, dada a situação que estamos a viver a nível mundial. Achei que tudo o que se chame “solidariedade” pode ajudar a erguer o nosso pensamento para o Céu, implorando ao Senhor para que tenha piedade do seu povo!

Como devem ter acompanhado pelos meios de comunicação social, Moçambique manteve-se muito tempo livre do vírus. Com um pouco de optimismo, ao ouvir que o vírus se tem desenvolvido principalmente em climas frios e secos, pensávamos poder escapar… Mas os países vizinhos, principalmente África do Sul, já contavam muitos doentes. E chegou a vez a Moçambique, com os casos a aumentar em cada dia…. Sabendo que o estado não tem capacidade de fazer muitos testes, estima-se que o número de infectados seja muito superior aos casos confirmados.

As escolas e centros infantis estão fechados desde o dia 23/03, foi decretado Estado de Emergência de 1 a 30 de Abril e renovado até 30 de Maio. A minha principal preocupação aqui, é que a maioria das crianças não têm casas em condições onde possam ficar: são muito pequenas em relação ao tamanho do agregado familiar, muitas sem nenhuma janela, nem electricidade, quando muito só uns pequenos postigos com uns 20 a 30 cm. E se a mãe (ou avó, por vezes o pai, quando existe) não sair à rua a tentar fazer algum negócio, vender os seus fritos ou bolinhos, carregar areia às costas para vender para construção ou carregar os volumes de quem chega, em casa não há comida – e a fome mata milhares de crianças por dia, muito mais que o coronavírus…

Desculpem, não estou a tentar desvalorizar essa horrível pandemia, que nos toca a todos. Mas estou preocupada com os “meus” meninos. O Centro, cumprindo as leis do estado, fechou as portas às crianças. Mas mantivemos o Centro aberto com alguns funcionários de cada vez, para evitar os assaltos e também para podermos ajudar os que vêm pedir socorro, para carimbar as receitas dos que precisam de medicamentos, para poderem ir à farmácia sem dinheiro, ou para acudir em situações de fome, de casas caídas, ou outras. Mas aqueles pequeninos do Jardim Infantil, que todos os dias tinham a sua papinha enriquecida a meio da manhã, os 150 escolares que vinham diariamente tomar o pequeno almoço por não terem comido nada em casa, já não podem vir! Ficam em casa, enrolados num canto, quando as mães os conseguem segurar…. Ou continuam na rua a brincar com os amiguinhos, alheios ao perigo de infecção.

A ordem de encerramento das escolas e Centros infantis chegou numa 6ª feira à tarde, quando a maioria das crianças já tinha ido para casa. Na 2ª feira seguinte, já não podíamos abrir. Não tivemos tempo de organizar nada com as mães…. Ficámos preocupadas, doía-nos o coração! Não podíamos simplesmente meter-nos em casa, todas bem protegidas e deixar os nossos meninos entregues à sua sorte – mas também não podíamos desobedecer e acolhê-los no Centro! Demos voltas à cabeça a pensar o que fazer, eu e as outras irmãs com quem vivo em comunidade. Decidimos comprar mantimentos e entregar às famílias, para lhes irem dando em casa. Numa primeira fase, comprámos 1.200 Kg de arroz (não conseguimos comprar farinha, que estava esgotada) e bastantes caixas de sabão, que temos distribuído às famílias mais pobres, ao mesmo tempo que lhes damos algum esclarecimento quanto à maneira de se protegerem. Vêm em pequenos grupos e aprendem como devem lavar as mãos e evitar ajuntamentos. Renovámos a oferta algum tempo depois e queremos continuar a renová-la tantas vezes quantas forem necessárias e na medida que tivermos capacidade.

Ainda conseguimos ir às compras, mas temos medo que tudo esgote, porque não faltam os açambarcadores que compram tudo e deixam as lojas vazias… Se estiverem completamente fechadas as ligações com os outros países, Moçambique não se basta a si próprio e temos na nossa frente o espectro da fome para todos nós.

Bem, não quero ser muito pessimista. Estamos nas mãos de Deus!

O meu agradecimento para todos os que nos têm ajudado e o desejo ardente de que se mantenham com saúde.

Com amizade e gratidão

Ir. Mª da Assunção


Opinião: Porque precisamos de nos focar no estigma e na discriminação – 5 lições para as Doenças Tropicais Negligenciadas

Alunos do ensino fundamental realizam uma dança sobre a filariose linfática em Lahat, Indonésia. 
Foto: RTI International / Muhammad Fadli /CC BY-NC

“Um número significativo de pessoas com DTN*, como filariose linfática, lepra ou tracoma – são alguns exemplos – desenvolve um fraco bem-estar mental, depressão ou ansiedade. Este não é um efeito directo da doença em si, mas muitas vezes o resultado do comportamento estigmatizante de familiares, vizinhos e até mesmo de profissionais de saúde. […]

O estigma é um dos aspectos mais importantes a ser enfrentado em qualquer condição de saúde. O bem-estar mental é tão importante quanto o físico – talvez até mais – mas costuma ser esquecido.”

*Doenças Tropicais Negligenciadas


A pandemia do COVID-19 tem um forte impacto no controlo e na prevenção da lepra/hanseníase

As pessoas afectadas pela doença de Lepra/Hansen sofrem o impacto desproporcional do Covid-19.

A pandemia do COVID-19 impactou fortemente o controle e a prevenção da hanseníase e, em resposta, o GPZL* estabeleceu três grupos de trabalho para enfrentar os principais desafios da comunidade hanseniana durante a crise de saúde global e liderar a resposta de emergência.

Os três grupos de trabalho de resposta COVID-19 da GPZL são:

  • Criar e fornecendo apoio para as necessidades urgentes dos Programas Nacionais de Lepra/Hanseníase, particularmente para o acesso às MDT e cuidados de acompanhamento.
  • Defender o acesso a cuidados de saúde abrangentes, serviços de protecção social e medidas humanitárias para as pessoas afectadas pela lepra ou hanseníase e as suas famílias.
  • Preparar o GPZL para o cenário global de saúde pós-pandemia.

*GPZL: Global Partnership for Zero Leprosy


Porque devemos ter mais cuidado com a linguagem durante o Covid-19

 O Covid-19 trouxe ao mundo novos desafios que ainda não tínhamos considerado. Infelizmente, também nos relembrou um desafio antigo, que precisamos superar imediatamente.

Desde que a pandemia global começou no início deste ano, recebemos muitas notícias de pessoas alegando que ao contrair o Covid-19 os faziam sentir como ‘leprosos’ quando as suas comunidades se afastavam deles. Vimos funcionários da linha de frente reivindicando o mesmo. Nos últimos dias, tivemos até o ministro das Relações Exteriores Italiano, Luigi Di Maio, a dizer que a Itália não deveria ser tratada como uma ‘colónia de leprosos’.

Este é um problema muito antigo, o qual tem que acabar. Ao longo da história, o odioso termo ‘leproso’ tem sido usado como um insulto às pessoas afectadas pela lepra/hanseníase. Ninguém jamais deve usar o termo ‘leproso’. Além desse velho desafio, precisamos enfrentar um novo desafio: a comparação entre lepra/hanseníase e Covid-19

Alguns termos odiosos nunca devem ser usados

Existem palavras terríveis e frases usadas em todo o mundo que visam insultar e subjugar grupos minoritários. Tenho a certeza que pode pensar em muitos. Estes são termos horríveis e a maioria foi banida por pessoas educadas. Quaisquer figuras públicas que usem estes termos deverão ser devidamente responsabilizadas.

Infelizmente, o termo ‘leproso’ é um termo que muitas vezes escapa ao escrutínio público e é usado prontamente por jornais e políticos, em programas de TV e na literatura. Este termo ofende as pessoas afectadas pela lepra/hanseníase. E não só. Também é usado com raiva e nojo das comunidades afectadas pela lepra/hanseníase em todo o mundo para conferir às pessoas afectadas pela lepra/hanseníase uma sensação de impureza. Sempre que esse termo é usado, torna as pessoas afectadas pela lepra/hanseníase cidadãos de segunda classe. Se já falou com uma pessoa afectada pela lepra/hanseníase sobre como é que ela se sente quando as pessoas usam esse termo contra ela, saberá que é de partir o coração.

Devido a esse termo, as pessoas afectadas pela lepra/hanseníase são rejeitadas. O termo cria estigma e esse estigma significa que as pessoas afectadas pela lepra/hanseníase têm o seu direito roubado. Eles lutam para ter acesso a moradias, empregos, comunidade e até família. Nenhum termo que possa ter um impacto tão horrível deve ser usado.

A pandemia de Covid-19 trouxe este problema de volta e torna-se um momento para que os políticos, jornais e outras pessoas acrescentem este termo horrível à colecção de tantos outros que se tornaram inesquecíveis.

A lepra/hanseníase não deve ser comparada ao Covid-19

Há um problema secundário com os relatórios em torno do Covid-19 e da lepra/hanseníase. Quando as duas doenças são comparadas, é como se elas fossem altamente contagiosas e fossem temidas. Isto simplesmente não é verdade e também contribui para o estigma enfrentado pelas pessoas afectadas pela lepra/hanseníase.

Covid-19 é uma doença altamente contagiosa que levou a um encerramento mundial. Enquanto isto, a lepra/hanseníase é uma doença pouco infecciosa à qual 95% da população mundial é imune e qualquer paciente com lepra/hanseníase que se submeteu ao tratamento com MDT por 72 horas deixa de ser contagioso. É uma doença que ainda arruína vidas em todo o mundo, mas compará-la ao Covid-19 é, na melhor das hipóteses, inútil.      

Quando comparamos o Covid-19 à lepra/hanseníase, perpetuamos o mito de que a lepra/hanseníase é altamente contagiosa. Isto tem um impacto devastador sobre as pessoas afectadas pela lepra/hanseníase, porque as pessoas começam a ficar longe delas. Ninguém trabalhará com eles, viverá com eles ou sequer se aproximará deles.

A lepra/hanseníase não é semelhante ao Covid-19 e as comparações entre os dois estão longe de ser inofensivas. E está a ter impacto nas pessoas afectadas pela lepra/hanseníase.

A pandemia de Covid-19 ensinou-nos o poder do cuidado. Cuidar de nós mesmos e cuidar daqueles que nos rodeiam. Vamos estender o mesmo cuidado às pessoas afectadas pela lepra/hanseníase.

Fonte: blog de Brent Morgan, Director internacional The Leprosy Mission


Guias sobre estigma e bem-estar mental

Na história das Doenças Tropicais Negligenciadas, o estigma costuma ser mais prejudicial do que a própria doença. Se é uma pessoa que trabalha para lidar com o estigma relacionado à saúde e pretende promover o bem-estar mental etc.? Leia http://stigmaguides.org


Lepra/Hanseníase e COVID19

Para quem trabalha com doentes de lepra ou com outras Doenças Tropicais Negligenciadas, não se esqueça de consultar a Infolep. Um centro de informação on-line na intersecção do COVID19 e a lepra/hanseníase. Também inclui tópicos relacionados como inclusão, deformidades, saúde mental….

Introdução Hanseníase e COVID19

À luz da pandemia do COVID19, a Infolep lançou esta página de tópicos importantes para partilhar recursos e informações sobre a lepra/hanseníase e COVID19. Também incluímos recursos informativos sobre a inclusão de pessoas com deficiência, e aspectos de saúde mental do COVID19. https://www.leprosy-information.org/key-topics/leprosy-and-covid19


Pacientes com lepra/hanseníase lembram medidas forçadas de quarentena

A quarentena forçada, o distanciamento social e outras as restrições semelhantes enfrentadas pelas pessoas actualmente devido ao medo do COVID-19 são incómodos que muitos pacientes com lepra/hanseníase enfrentam há décadas.

Quando não havia cura, muitos evitavam os doentes com a doença desfiguradora, com medo de que fosse altamente contagiosa ou mesmo hereditária. Por este motivo, muitos portadores de lepra/hanseníase foram confinados à força em colónias como a colónia Vale da Esperança na Malásia, até o final da década de 1960, quando a segregação forçada terminou.

Os bebés nascidos de pais com lepra/hanseníase foram imediatamente levados, por medo de contágio, para instituições de caridade ou por adopção.

Hoje, graças à jornalista e activista de TV Tan Ean Nee, algumas dessas crianças reuniram-se com os seus pais.

O Vale da Esperança não recebe novos pacientes, mas continua a ser o lar de ex-pacientes que se recuperaram e decidiram por lá permanecer.

Tan Ean Nee espera que o local possa ser preservado e espera que venha a ser reconhecido como Património Mundial da UNESCO.

Fonte: CGTN, Rian Maelzer, Ásia


A história de Krishna

“Muitas pessoas não se sentam ao meu lado. Estou-lhe grato.”

Com apenas 12 anos de idade, Krishna foi diagnosticado com lepra/hanseníase. Primeiro notou manchas entorpecidas e descoloração na pele e foi logo diagnosticado num rastreio local para lepra/hanseníase. 

Durante o seu tratamento, Krishna sofreu reacções ao medicamento e apareceram lesões cutâneas dolorosas por todo o corpo. Durante quinze anos, tomou remédios e tentou trabalhar na sua aldeia como pastor de vacas. Ninguém comprava o seu leite por causa do diagnóstico da lepra/hanseníase.

Em jovem, Krishna foi mandado embora da sua casa e forçado a viver numa colónia de doentes de lepra. Apesar de tomar remédios, as suas mãos e os seus pés estavam dormentes e não conseguia trabalhar.

Durante o tempo que esteve na colónia, Krishna casou-se e teve cinco filhos. Durante anos, sofreu um grave problema de saúde mental. Frequentemente sentia-se deprimido e suicida.

Krishna ainda sofre de discriminação e não é permitido entrar em hotéis e certas áreas locais e evita usar os transportes públicos para não ser discriminado.

Sente-se com sorte porque passou a maior parte da sua vida numa colónia de doentes de lepra e não sofreu tanta discriminação quanto as outras pessoas, mas ainda há dias em que se sente sozinho. 

Agora, Krishna encaminha as pessoas para os centros de referência de Lepra na área. Envia cerca de duas pessoas por mês para receberem tratamento.

Krishna sorrindo

A história de Krishna, embora triste, não é incomum entre as pessoas afectadas pela lepra/hanseníase. 

A saúde mental e isolamento social são factores importantes no diagnóstico da lepra/hanseníase que precisam ser mais discutidos. Esperamos que, ao destacar histórias, como a de Krishna, estejamos a trabalhar para que um dia os afectados pela lepra/hanseníase sejam tratados como membros da sociedade e não sofram com o resultado de uma doença curável.

Fonte: lepra.org.uk


A tarefa de erradicar a pobreza “nunca foi tão desafiadora, urgente e necessária”

Ocha/Gemma Cortes
Dioximar Guevara vive com os cinco filhos em San Felix, uma favela de Bolívar, na Venezuela.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse esta terça-feira que “a tarefa de erradicar a pobreza e alcançar os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável nunca foi tão desafiadora, urgente e necessária.”

O chefe das Nações Unidas participou em um encontro pela internet do Conselho Económico e Social da ONU, Ecosoc, que discutiu as actividades operacionais da organização no sector do desenvolvimento.

Prioridades

António Guterres disse que a Covid-19 expôs fragilidades em todo o mundo, com os mais vulneráveis sendo as maiores vítimas, e destacou três acções prioritárias para as Nações Unidas.

Primeiro, ajudar urgentemente a conter o impacto da pandemia e suprimir a transmissão do vírus. Em segundo lugar, proteger as conquistas de desenvolvimento e reduzir os impactos socioeconómicos. Por fim, garantir que os esforços nacionais, regionais e globais de recuperação seguem os objectivos da Agenda 2030 e do Acordo de Paris sobre Mudanças Climáticas.

Urgência

Já a presidente do Ecosoc, Mona Juul, disse que é necessário definir prioridades, mas “não se trata de fazer uma escolha entre resposta à Covid-19 ou Agenda 2030”.

O compromisso da ONU com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável não mudou. A pandemia apenas veio destacar a sua urgência. 

Com as pessoas e os países mais vulneráveis a serem os mais atingidos, a presidente do Ecosoc disse que o vírus é “uma forte lembrança” das desigualdades estruturais que afectam o mundo. A resposta da ONU “não deve deixar ninguém para trás.”

A secretária executiva da Comissão Económica para a América Latina e o Caribe, Cepal, também participou no encontro.

Alicia Bárcena disse que a pandemia expôs falhas estruturais e que, por isso, “voltar ao normal não deve ser o caminho escolhido.” Segundo Alicia, é preciso “repensar o modelo de desenvolvimento e consolidar as dimensões económica, social e ambiental do desenvolvimento sustentável.”

Fonte: ONU News


Mapeamento da morbidade leva Gana e Costa do Marfim à eliminação das DTN

Mabinty Kalokoh, uma mulher de 30 anos do distrito de Bombali, no norte da Serra Leoa, que sofre de episódios dolorosos ocasionais de inchaço e febre, vestígios de uma doença tropical negligenciada chamada filariose linfática. 
Foto: Ruth Fertig, HKI

Contamos a história de Mabinty sobre como viver com filariose linfática (FL). Embora tenha recebido tratamento como parte da ampla distribuição da comunidade para impedir a disseminação da doença, Mabinty ainda sofre os efeitos da FL: a febre e o inchaço doloroso durante um ataque agudo às vezes deixam-na imobilizada e incapaz de trabalhar. Além de diagnosticar e fornecer medicamentos para a FL, outro componente-chave do tratamento é a forma de gerir da morbidade – por outras palavras, monitorizar e mitigar os efeitos físicos negativos da doença, como os episódios agudos de dor e inchaço que Mabinty experimenta.

Depois de receber cuidados de saúde para tratar seus sintomas de filariose linfática e gerenciar sua morbidade, permitiu a Mabinty retornar ao campo e fornecer comida para sua família.  Foto: Ruth Fertig, HKI
Receber cuidados para tratar seus sintomas de filariose linfática e controlar a morbidade permitiu a Mabinty retornar ao campo e fornecer comida para sua família. Foto: Ruth Fertig, HKI 

“Não sei como consegui”, diz Mabinty sobre o momento em que percebeu os sintomas. “Eu pensei que veio de Deus.”

Mabinty não sabia o que fazer com os seus sintomas e como fazê-los desaparecer, então primeiro visitou um curandeiro tradicional cujos remédios não a ajudavam. Só mais tarde foi ao médico que poderia diagnosticá-la com precisão. Para as pessoas que vivem em pequenas aldeias, como Mabinty, o acesso a clínicas e hospitais pode ser um desafio. Isto resulta, não apenas em muitas pessoas incapazes de obter o apoio necessário para aliviar o sofrimento, mas também dificulta a capacidade dos sistemas de saúde locais e nacionais de apreciar o escopo da morbidade e direccionar recursos geograficamente. Para entender completamente estas necessidades, o sistema de saúde de cada país precisa de avaliação para identificar progressos e desafios.

A análise da situação do Gana deu ênfase à capacidade do sistema de saúde gerir a morbidade associada à FL*, prevenir a incapacidade da doença e alcançar a eliminação da doença. A análise da situação da Costa do Marfim fez o mesmo, tanto para LF* quanto para tracoma. Ambos os relatórios incluíram uma revisão e colecta quantitativa de dados, mas o maior componente de cada avaliação veio de entrevistas. Ao conversar com mais de 30 pessoas por país de ONGs localmente activas e os diferentes níveis de sistemas de saúde, reuniu-se informações sobre as seguintes áreas:

● sector da saúde nacional
● actividades anteriores para endereço LF* ou tracoma
● sistema nacional de dados
● descobertas Caso
● programas de tratamento e prevenção de gestão de morbidade e doença
● Instituições de saúde
● estruturas comunitárias
● envolvimento de ONGs

Incorporar tantas perspectivas de pessoas que trabalham em todos os níveis de cada sistema de saúde, especialmente aquelas que trabalham directamente com pessoas como Mabinty, deu a cada análise de situação uma ampla gama de informações críticas para as autoridades de saúde de Gana e Costa do Marfim. Para Gana, a análise constatou que os relatórios e a precisão dos dados continuam a ser desafios significativos. O relatório recomendou estratégias para fortalecer os sistemas de dados e identificar maneiras de colaborar com líderes comunitários, ONGs e instituições de pesquisa para maximizar a eficácia. A comunicação de dados e a qualidade também foram questões para a Costa do Marfim, bem como a falta de integração entre doenças e no sistema de saúde, particularmente relacionado ao tracoma. O relatório recomendou maneiras de melhorar os sistemas de dados e a prestação de serviços por meio de uma abordagem integrada.

Com esses relatórios, as autoridades de saúde de ambos os países têm uma imagem mais clara das suas necessidades actuais, o que lhes permitirá atender melhor as pessoas que vivem com os efeitos da FL* e do tracoma e garantir que todos que precisam dela tenham acesso a cuidados de qualidade.

As análises de situação são valiosas porque fornecem aos programas nacionais de DTN* um panorama mais completo de onde os serviços de gestão de morbidade por FL* e tracoma são mais necessários, quão bem equipado o sistema de saúde está para fornecer estes serviços e quais as lacunas que precisam de ser preenchidas para melhor alcançar as pessoas que precisam de tratamento e de cuidados. No caso de Mabinty, o acesso anterior ao diagnóstico e tratamento poderia ter reduzido a dor e a incapacitante que ela ainda hoje sofre. Com as informações desses relatórios, os programas nacionais de DTN estarão mais bem equipados para ajudar mais pessoas como Mabinty a aprender a cuidar dos seus sintomas, a fim de minimizar o sofrimento e ainda poder viver uma vida plena e activa e, finalmente, se tornarem defensores nas suas comunidades.

*FL: filariose linfática; *DTN: Doenças Tropicais Negligênciadas

Fonte: Act to end NTDs


O pior de três cenários analisados no estudo, nos próximos seis meses poderão morrer até 1,2 milhões de crianças em 118 países.

Covid-19 e pobreza. Seis mil crianças podem vir a morrer todos os dias por efeitos colaterais da pandemia

A luta contra a Covid-19 pode vir a provocar a morte de seis mil crianças por dia nos países mais pobres, nos próximos seis meses, vítimas colaterais da sobrecarga dos sistemas de saúde, alerta a Unicef.

Os números do Fundo das Nações Unidas para a Infância baseiam-se num estudo da universidade norte-americana Johns Hopkins, citada num comunicado da organização humanitária.

Segundo o pior de três cenários analisados no estudo, nos próximos seis meses poderão morrer até 1,2 milhões de crianças em 118 países, por causa de cuidados sanitários deficientes, provocados pela luta contra a propagação do novo coronavírus, explicou a agência da ONU em comunicado.

Estes óbitos suplementares juntar-se-iam aos 2,5 milhões menores que morrem semestralmente nestes países, actualmente.

No mesmo período, a luta contra a Covid-19 poderá também provocar indirectamente a morte de 56.700 mulheres, devido à falta de acompanhamento antes e depois do parto, além das 144.000 vítimas que já se produzem por semestre.

Um balanço que, a confirmar-se, aniquilaria “décadas de progresso na redução das mortes evitáveis de mães e crianças”, lamentou a directora da Unicef, Henrietta Fore.

“Não podemos deixar as mães e crianças serem vítimas colaterais do combate ao vírus”, que já fez quase 290.0000 mortos em todo o mundo, apelou a responsável.

Segundo o estudo da Universidade John Hopkins, publicado na revista “The Lancet Global Health”, em países com sistemas de saúde precários a Covid-19 perturba as cadeias de aprovisionamento de medicamentos e o acesso a alimentos, pressionando os recursos humanos e financeiros desses países.

As medidas instituídas para lutar contra o novo coronavírus, como o confinamento, o recolher obrigatório ou as restrições nas deslocações, e o receio de contágio das populações, reduzem as visitas aos centros de saúde e fazem diminuir o recurso a procedimentos médicos essenciais.

Entre os serviços afectados estão o planeamento familiar, os cuidados pré e pós-natais, os partos, a vacinação e os serviços de prevenção e cuidados de saúde, apontou a Unicef.

Na nota, a organização sublinhou que mais de 117 milhões de crianças em 37 países poderão não ter sido vacinadas contra o sarampo, até meados de abril, por causa da interrupção nas campanhas de vacinação, provocada pela pandemia.

O sul da Ásia seria a região mais afectada, seguindo-se a África subsariana e a América do Sul, com falhas particularmente elevadas no Bangladesh, Índia, Brasil, República Democrática do Congo e Etiópia.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 290 mil mortos e infectou mais de 4,2 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Fonte: https://rr.sapo.pt/2020/05/13/mundo/unicef-preve-que-pandemia-pode-vir-a-matar-seis-mil-criancas-por-dia/noticia/192672/?fbclid=IwAR1YkG3katVw16H3Hlr–HkaUY6mi7SPk1xCdSxTemdBMJcBgbdj5WnbotU&jwsource=fb


Programa de luta contra a lepra: Projecto destinado à compra de alimentos e medicamentos

Organização para distribuição de alimentos

“Em primeiro lugar queremos agradecer por esta generosa ajuda, que nos foi oferecida, uma bênção de Deus, sem ela não teríamos assistido este povo faminto e sem protecção.
Distribuímos alimentos todos os meses do ano, para todos os 65 doentes de lepra e alguns outros muitos carenciados. Também os doentes acamados e hospitalizados receberam uma ajuda alimentar.
Assistimos a todos os doentes de lepra e aos seus filhos e netos, que não são poucos, a Irmã Mayara, nossa enfermeira, dá uma assistência continua e assídua a todos, faz visitas a casa, faz curativos aos feridos. Luta o tempo todo para controlar a grande epidemia da malária, bronquite, constipação, desnutrição, etc.
Agradecemos de coração em nome de todos os que foram ajudados de uma forma ou de outra….
Kuito”


A crueldade – e pequenas gentilezas – da quarentena há 100 anos

Colónia da ilha de Quail em 1911(AUCKLAND LIBRARIES HERITAGE COLLECTIONS, AWNS-19111026-16-2)

Os doentes de lepra há muito que têm vivido com isolamento social antes do Covid-19.

Este artigo analisa como era a quarentena das pessoas afectadas pela lepra na Nova Zelândia no início do século XX: The cruelty – and small kindnesses – of quarantine 100 years ago


Como é que as pessoas afectadas pela lepra/hanseníase lidam com o maior bloqueio do mundo?

Desde 24 de Março, a Índia instituiu um bloqueio nacional. Com uma população de 1300 milhões, este é o maior bloqueio do mundo. A Índia também é o país com mais casos de lepra/hanseníase no mundo (66% do número global). Como as pessoas afectadas pela hanseníase lidam com o bloqueio na Índia?

Ganhar a vida passou de difícil a quase impossível

Devido ao estigma e à incapacidade, pode ser muito difícil para as pessoas afectadas pela lepra/hanseníase conseguirem emprego e ganhar a vida. Para muitas pessoas por toda a Índia, incluindo as afectadas pela lepra/hanseníase, o bloqueio no país significa que a renda se tornou inconsistente ou parou completamente. É particularmente difícil para as pessoas que não têm onde recorrer.

Felizmente, o governo da Índia comprometeu-se a estender a mão a todos aqueles que estão à margem da sociedade para garantir que tenham o que precisam para sobreviver. No entanto, muitas pessoas afectadas pela lepra/hanseníase podem não ter informação e/ou acesso aos apoios lançados pelo governo para superar estes tempos difíceis. 

Acessar alimentos e produtos de limpeza é um desafio

Muitas pessoas afectadas pela lepra/hanseníase lutam para ter acesso a suprimentos alimentares, pois não conseguem viajar, geralmente devido a úlceras, problemas oculares e outras deficiências. Em muitos casos, dependem de alimentos e outras disposições que lhes são trazidas. 

O mesmo se aplica aos produtos de saneamento. Num país onde o acesso à água potável nem sempre é garantida, é necessário fornecer kits de segurança e higiene às pessoas afectadas pela lepra/hanseníase, para que se possam proteger do vírus Covid-19.  

Fonte: The Leprosy Mission International


Fontilles, entre lepra/hanseníase e coronavírus

Abilio Segarra, residente em Fontilles.

El sanatorio de Vall de Laguar se blinda para proteger a los residentes, de entre 77 y 90 años, que están curados pero que aún padecen secuelas

Única leprosería de España. La pandemia se extiende por todos los confines, pero en el sanatorio alicantino se tomaron medidas desde primeros de marzo, antes de que se decretase el estado de alarma, para salvaguardar a los usuarios y el personal.


Porta Aberta para a Vice-Presidente da Associação dos Amigos de Raoul Follereau

Onde não está garantido o acesso à água, a saúde e a vida estão em risco. Por isso, é pelo acesso das populações mais desfavorecidas à água potável que uma instituição como a Associação Portuguesa dos Amigos de Raoul Follereau batalha em África.

Ana Margarida Azevedo, vice-presidente da APARF, esteve à conversa com o Óscar Daniel, nesta edição do Porta Aberta. Vale a pena descobrir alguns dos projectos que esta instituição apoia em aldeias onde falta água e se desenvolvem-se doenças como a lepra.

Para contribuir para esta causa, sem qualquer custo para si, basta indicar o NIF da APARF ( 501 802 282) na sua declaração de IRS, para garantir que 0,5% do valor liquidado reverta a favor desta instituição. Este donativo em nada afecta o reembolso a que possa ter direito.


O tema do Dia Mundial da Tuberculose 2020 – “É hora de agir”

Embora menos pessoas tenham adoecido e morrido por tuberculose (TB) no ano passado, os países ainda não estão a fazer o suficiente para acabar com a doença até 2030, alerta a Organização Mundial da Saúde (OMS). Os esforços globais evitaram cerca de 58 milhões de mortes com esta causa desde o ano 2000, mas a tuberculose continua a ser a doença infecciosa mais letal do mundo.

Fonte: OMS

https://bvsalud.org/post_vitrines/dia-mundial-da-tuberculose-e-hora-de-agir-acabar-com-a-tuberculose/

Porque é que ainda existe lepra hoje?

… a lepra é uma doença que acomete os mais pobres da nossa sociedade. Aqueles que não têm acesso à água limpa e saneamento e aqueles que não conseguem obter a quantidade certa de calorias e nutrientes na sua dieta têm um sistema imunológico mais fraco e, portanto, são propensos à doença de lepra…


Por que devemos parar de usar a palavra lepra

A lepra é endémica em mais de 100 países em todo o mundo, com mais de 200.000 novos diagnósticos todos os anos e mais de 4 milhões de pessoas vivem com algum tipo de comprometimento relacionado à lepra. O termo lepra, usado na Bíblia, designava uma infinidade de doenças com manifestações cutâneas. A lepra bíblica carregava um enorme estigma e era considerada sinónimo de impureza e punição divina. As acções globais para eliminar a lepra foram implementadas, mas ainda não foram bem-sucedidas. Com a estigmatização e a discriminação contra as pessoas afectadas pela doença são reconhecidas como dois dos maiores obstáculos. No Brasil, a lepra foi rebaptizada oficialmente hanseníase (Doença de Hansen) em 1975, e a experiência brasileira de renomear a lepra nas últimas quatro décadas deu sinais claros do benefício desta medida no combate ao estigma e à discriminação. Seguiram-se acções mais recentes da OMS e muitos anos de defesa das organizações dos doentes, mas as medidas concretas e eficazes para dignificar a linguagem e a terminologia precisam ser implementadas o mais rápido possível.


Semana Nacional da Lepra nas Filipinas

Para a Semana Nacional da Lepra nas Filipinas, paremos o estigma e a discriminação contra as pessoas que tiveram/ têm a doença de lepra. De mãos dadas, podemos eliminar o pior problema da lepra! Acabar com o estigma!


Japão deve continuar acções de assistência a pessoas com hanseníase/lepra

Actualmente, 1,1 mil pessoas vivem de forma segregada em 13 sanatórios no Japão… estes pacientes de hanseníase sofreram com políticas de esterilização, de segregação forçada e foram tratados de forma desumana por causa de uma doença que se tornou curável.

Estas pessoas ainda sofrem para restaurar a sua dignidade e das suas famílias. Muitos laços foram quebrados por décadas e décadas de discriminação…


Prevenção é a chave para a eliminação na luta contra a hanseníase/lepra

Em 2018, foram detectados a nível mundial, 208,619 novos casos de lepra. Está algum progresso a ser feito na luta para eliminar a lepra?

Em resumo, sim. Mesmo ao detectar estes novos casos avançamos mais um passo para conquistar a lepra. No entanto, o facto de mais de 200,000 pessoas terem sido diagnosticadas com lepra revela que ainda temos trabalho a fazer.


Compreender a questão de género nas Doenças Tropicais Negligenciadas

O papel tradicional das mulheres e as responsabilidades domésticas expõem-nas a um maior risco de contrair estas doenças. Por exemplo, as mulheres e as meninas são essencialmente responsáveis pela recolha e transporte de água, cozinhar e limpar, torná-las susceptíveis aos NTDs portados por vectores e água.

O baixo estado socioeconómico das mulheres, o mau acesso a informações adequadas dos cuidados de saúde e a pobreza actuam como barreiras ao acesso a intervenções de saúde, incluindo prevenção, tratamento e diagnóstico, potencialmente aumentando a sua exposição e intensidade de NTD e a deficiência resultantes.


O objectivo ambicioso de combater as Doenças Tropicais Negligenciadas

Imagine o desafio de proporcionar a mil milhões de pessoas medicamentos necessários em apenas um ano. Isto pode parecer impossível, mas é exactamente isso que a comunidade global que luta contra as NTDs conseguiu. De facto, de acordo com a Organização Mundial de Saúde 1, mil milhões de pessoas com necessidade receberam 1.7 mil milhões de tratamentos preventivos para as NTDs em 2018, pelo quarto ano consecutivo, este número ultrapassou os mil milhões.

NTDs: Doenças Tropicais Negligenciadas


Invisibilidade e negligência ainda afectam e impulsionam lepra, diz relatora das Nações Unidas

Em 2000, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a eliminação global da hanseníase como um problema de saúde pública. A decisão foi tomada em função da queda dos números de casos novos e também da prevalência, tendência reiterada no último relatório da OMS sobre o estado mundial da doença.

Essa determinação, contudo, é avaliada com ressalvas pela relatora Alice Cruz, na medida em que “pode esconder o fato de que ainda existem países endêmicos, bem como bolsões altamente endêmicos dentro dos países, e que ainda há transmissão em curso”.

Há regiões muito pobres nos países mais afetados, onde estão justamente os maiores focos de transmissão, lembra Alice Cruz. Por isso, e destacando que existe “um grande respeito pelo trabalho dos profissionais de saúde envolvidos”, considera que, na perspectiva dos direitos humanos, a decisão de considerar globalmente a eliminação da hanseníase como problema de saúde pública “gerou problemas”.


Doenças Tropicais Negligenciadas; Qual é o caminho a seguir?

Ouvi falar pela primeira vez sobre doenças tropicais negligenciadas (DTNs) na semana passada. Eu tive que procurar no Google o que são. O que mais me impressionou é que são evitáveis e tratáveis. São ‘doenças da pobreza’ e a injustiça e isso deixa-me com raiva. Faz-me querer agir. Percebi que não havia notícias sobre o que os jovens estão fazer na luta contra as DTN. Não parece haver nenhum envolvimento dos jovens. A notícia positiva é que existem soluções tangíveis para combater e erradicar essas doenças debilitantes….

Temida e esquecida, a doença da lepra ainda existe no Quénia.

Os dados mostram que o Quénia reduziu os números de 6.558 em 1986 para apenas 109 em 2018. O professor Matilu Mwau, médico e especialista em doenças infecciosas, classificou os casos como “muito poucos, mas ninguém deveria sofrer da doença de lepra nesta era”.

Estudos, incluindo os patrocinados pelo Ministério da Saúde, mostram que a baixa suspeita nos profissionais de saúde contribui imensamente para a disseminação da doença.


Pobreza: 3 milhões de pessoas em risco de contrair a doença de lepra, oncocercose, entre outras doenças em Ogun.

O governo do estado de Ogun, na Nigéria, divulgou que aproximadamente três milhões de pessoas, incluindo 1,4 milhão de crianças em idade escolar, correm o risco de serem atingidas por Doenças Tropicais Negligenciadas (DTN).


5 casos da doença de lepra detectados na região de Tehuantepec de Oaxaca

Esta não é a primeira vez que o Isthmus de Tehuantepec vê um surto da doença. Cinco casos foram detectados em 2018: três em Santiago Niltepec, um em Xadani e um em Juchitán.


Lepra: a crise global de saúde esquecida

Todos os dias, quase 50 crianças são diagnosticadas com a doenças da lepra. Sem tratamento pro-activo, elas enfrentam deficiências físicas e isolamento social ao longo da vida.


A prevenção da lepra é a chave para a eliminação.

Sabita é uma ex-doente de lepra, curada actualmente não sofre da doença. Ela é capaz de caminhar alguns quilómetros por dia e realizar as tarefas básicas como fazer chá. Embora a lepra tenha causado deformação nas mãos e no corpo da Sabita, ela agora está completamente curada e vivência a vida como uma pessoa feliz e contente.


9 razões de esperança para eliminar a lepra.

A palavra mais importante nesse título é “progresso”. O progresso sugere que há esperança para eliminar a lepra.

… precisamos dissipar os mitos sobre a lepra para reduzir o estigma e a discriminação que tantas vítimas sofrem desnecessariamente. O nosso objectivo deve ser criar “um ambiente social onde as pessoas com lepra possam viver com harmonia e dignidade”. A publicação defende que é hora de mudar a nossa mentalidade em relação à consciencialização e intervenção da lepra a todos os níveis.


Moçambique: Bispo de Pemba diz que ataques em Cabo Delgado são «uma tragédia»

As aldeias estão a ficar vazias, as pessoas não estão a plantar, então isso significa que haverá fome, e nós temos milhares de deslocados internos, explica.


A lepra ainda é endémica em 18 estados da Nigéria:


De acordo com a Revisão Nacional da Lepra de 2015, o governo disse que 18 estados ainda são endémicos em lepra, embora houvesse bolsas de endemicidade noutros Estados.

O Ministro de Estado da Saúde, Senador Olorunnibe Mamora, fez esta declaração durante as cerimónias que marcaram o Dia Mundial dos Doentes de Lepra de 2020, realizado recentemente em Abuja. O afirma ter deito notáveis ​​progressos no combate ao flagelo por meio do programa Nacional de Tuberculose e Controle da Lepra, garantindo tratamento para mais de 33.000 pacientes de 2009 até à data, incluindo homens, mulheres e crianças.


Dia Mundial dos Doentes de Lepra: o Papa Francisco expressa a sua proximidade

O Papa Francisco expressou a sua proximidade com os doentes e cuidadores, por ocasião do 67º Dia Mundial dos Doentes de Lepra.


Palestras de sensibilização marcam Dia Mundial de Luta contra Lepra em Cabo Verde

É essencial a consciencialização da população sobre a doença, pois, muitos mitos e preconceitos sobre a enfermidade conhecida por hanseníase ainda confundem as pessoas e prejudica tanto a prevenção quanto o tratamento…


Discriminação é tema do Dia Mundial de Combate à Lepra

Em mensagem sobre o dia, o embaixador da Boa Vontade da OMS para a Eliminação da Hanseníase, Yohei Sasakawa, disse que “apesar do progresso da ciência, ainda existem pessoas sofrendo com discriminação injustificada.”


Dia Mundial de luta contra a Lepra. Mais de 200 mil novos casos todos os anos

A nossa investigação consiste em saber se essa profilaxia é viável em larga escala e se podemos prescrever os medicamentos a uma população alargada, na tentativa de diminuir o aparecimento de novos casos. Não é simples: a questão que se coloca é se devemos administrar um tratamento preventivo a alguém, sem saber se essa pessoa está de facto doente.


Unaids: saúde não deve ser um privilégio dos ricos, mas um direito de todos

Quase 100 milhões de pessoas são levadas à extrema pobreza porque precisam de pagar pela assistência médica; a cada dois minutos uma mulher morre ao dar à luz; Portugal é destacado como bom exemplo de investimentos em saúde pública.