A história de Krishna

“Muitas pessoas não se sentam ao meu lado. Estou-lhe grato.”

Com apenas 12 anos de idade, Krishna foi diagnosticado com lepra/hanseníase. Primeiro notou manchas entorpecidas e descoloração na pele e foi logo diagnosticado num rastreio local para lepra/hanseníase. 

Durante o seu tratamento, Krishna sofreu reacções ao medicamento e apareceram lesões cutâneas dolorosas por todo o corpo. Durante quinze anos, tomou remédios e tentou trabalhar na sua aldeia como pastor de vacas. Ninguém comprava o seu leite por causa do diagnóstico da lepra/hanseníase.

Em jovem, Krishna foi mandado embora da sua casa e forçado a viver numa colónia de doentes de lepra. Apesar de tomar remédios, as suas mãos e os seus pés estavam dormentes e não conseguia trabalhar.

Durante o tempo que esteve na colónia, Krishna casou-se e teve cinco filhos. Durante anos, sofreu um grave problema de saúde mental. Frequentemente sentia-se deprimido e suicida.

Krishna ainda sofre de discriminação e não é permitido entrar em hotéis e certas áreas locais e evita usar os transportes públicos para não ser discriminado.

Sente-se com sorte porque passou a maior parte da sua vida numa colónia de doentes de lepra e não sofreu tanta discriminação quanto as outras pessoas, mas ainda há dias em que se sente sozinho. 

Agora, Krishna encaminha as pessoas para os centros de referência de Lepra na área. Envia cerca de duas pessoas por mês para receberem tratamento.

Krishna sorrindo

A história de Krishna, embora triste, não é incomum entre as pessoas afectadas pela lepra/hanseníase. 

A saúde mental e isolamento social são factores importantes no diagnóstico da lepra/hanseníase que precisam ser mais discutidos. Esperamos que, ao destacar histórias, como a de Krishna, estejamos a trabalhar para que um dia os afectados pela lepra/hanseníase sejam tratados como membros da sociedade e não sofram com o resultado de uma doença curável.

Fonte: lepra.org.uk