A APARF em Moçambique 2021

Projecto 20/2021
Projecto: “De 1 escola a 5 aldeias”

A Capulana nasce como gesto de agradecimento a um país, a um povo: Moçambique. Os seus sócios fundadores, um casal de portugueses que cresceu em Lourenço Marques.
Em 2000 construíram, numa zona indicada pelo Padre José Maria da Casa do Gaiato de Maputo, a comunidade que depressa se transformou em Aldeia de Ndivinduane, com água, escola, centro de saúde, e outras infra-estruturas básicas necessárias de apoio, como uma cozinha e um refeitório. Cresceu, e construíram uma creche, um berçário, uma nova cozinha e um novo refeitório. Com as recentes alterações ocorridas na Casa do Gaiato de Maputo estas iniciativas e projectos ganham maior importância para o acolhimento, alimentação, saúde e educação das crianças e jovens em idade escolar.
Os parceiros locais são: Equipa Associação Capulana em Moçambique: Prof. Rui Dauto; Educadora Deolinda Magia; Pe. António Perretta, próximo do Arcebispo de Maputo – conselheiro, apoio na distribuição dos bens e na missão evangelizadora; Irmãs da Aliança da Misericórdia…
No ano de 2019 com o apoio da APARF em duas aldeias próximas garantiram uma refeição diária para as crianças das Escolas das Aldeias de Mazimunhama e Mussequelane.
Com o projecto pretendia-se:
a) Aumento de pontualidade e assiduidade
b) Melhor aproveitamento escolar
c) Aumento da motivação
d) Aumento da relação escola/comunidade (com o apoio dos encarregados de educação na confecção das refeições)
Os objectivos foram conseguidos e entregaram um relatório muito bem elaborado, com fotos e declarações das escolas das aldeias apoiadas, relatando o sucesso da iniciativa não só escolar, mas também social e seu impacto no desenvolvimento das crianças.
Em 2020, a pedido das populações, e do Director Escolar Distrital, pretendiam aumentar para 5 as aldeias a ajuda para 600 crianças. Projecto aprovado, iniciou o ano muito bem, mas o estado de emergência e o confinamento encerrou as escolas, durante grande parte do tempo. Ainda assim foram distribuídos cabazes de bens alimentares e sabão.
A Direcção deliberou aprovar o Projecto pela verba solicitada 4.500,00 Euros.

Projecto 14/2021
Projecto: “Matar Fome das Crianças é dar Vida”

O P. Wilson Reveque, Missionário de São João Baptista, solicita à APARF a renovação do apoio para a alimentação das crianças pobres que frequentam o Centro Infantil e Escola Primária Completa/EPC Pe. João Maria Haw, em Nampaco-Nampula.
… os Missionários de São João Baptista sentiram a necessidade de responder a este flagelo educativo, alimentar e nutricional, construindo um Centro Infantil Pe. João Maria Haw, para acolher, acompanhar, formar e alimentar crianças desfavorecidas e pobres de idade compreendida entre 2-5 anos. Sabendo que a má nutrição e fome são causas de elevada taxa de mortalidade infantil, má formação física-motor e psicológica das crianças e que a mesma fome é grande lepra actual…
Esta escola foi criada de raiz pelos Missionários de São João Baptista e dada a situação socioeconómica das famílias, mesmo estas comparticipando nalgumas despesas, não tem qualquer hipótese de ser auto-sustentável.
Os Missionários S. João Batista têm tido um papel fundamental nas áreas educacional, saúde e social, nas classes sociais mais desfavorecidas da Diocese de Nampula. A situação precária agravou-se nos últimos anos com os deslocados de guerra e agora com a COVID-19.
Com o objectivo de acolher, formar e dar alimentação nutricional às crianças pobres pedem este apoio à APARF para 140 crianças, entre os 2 e aos 12 anos, durante 9 meses.
A Direcção deliberou aprovar o Projecto pela verba solicitada 5.000,00 Euros.

Projecto 9/2021
Projecto: “Eu vi a miséria do meu povo…”

Paróquia Nossa Senhora de Fátima de Alto de Molòcué, Diocese do Gurué, Moçambique.
Os deslocados de Cabo Delgado têm chegado à Diocese e, à semelhança de outras cidades, é nas casas paroquiais ou missões que se sentem mais seguros e contam com algum apoio alimentar, sanitário e de alojamento.
O Pe. Ângelo Tavares faz-nos o pedido para ajudar nas despesas decorrentes da guarida aos deslocados deste flagelo, principalmente aos mais idosos e às crianças. A Paróquia tem, neste momento, em situação muito precária, 160 crianças e 230 idosos.
A sua localização no interior por um lado é menos procurada pois a tendência normal de fuga é para o litoral, mas por outro é mais esquecida e também menos apoiada pelas organizações internacionais.
A Direcção deliberou aprovar o Projecto pela verba solicitada 2.000,00 Euros.

Projecto 6/2021
Projecto: “Compra de viatura – 2ª. mão”

As Irmãs Franciscanas Missionárias de Nossa Senhora no Chimoio, Moçambique, dão apoio a 17 comunidades no mato auxiliando crianças, idosos e doentes. Têm uma Escolinha frequentada por 230 crianças e uma Escola do 1º ao 10º ano com 800 alunos.
A escola é longe da Casa da Comunidade.
Em Outubro último a única viatura que tinham, já por si velha, teve um acidente ficando assim sem meio de transporte. Desde essa data não puderam voltar às comunidades no mato. Precisam urgentemente de carro para se deslocarem diariamente para a Escola e semanalmente fazerem a pastoral social nas comunidades. Sabemos que no interior, e no mato, muitas das vezes o único meio de transporte dos doentes é o carro das Missões. Há a possibilidade (juntam documento do vendedor) de adquirirem uma FIAT FULLBACH-MITSUBISHI 2.5 DID (4×4) em 2ª mão.
A Direcção deliberou aprovar o Projecto pela verba solicitada 10.000,00 Euros.

Projecto 5/2021
Projecto: “Saúde, Partilha e Solidariedade 2021”

O P. Ricardo Marques, Missionário da Boa Nova, a trabalhar na Paróquia de Maria Auxiliadora, em Pemba, solicita renovação do apoio à APARF para continuar a apoiar cerca de 100 famílias nos bairros mais pobres de Pemba.
Iniciativa lançada em 2016, apoiada pela APARF, é de ajuda essencial a famílias com doentes de HIV, lepra, hepatite, diabetes, tuberculose, cólera, malária e outras, com enormes dificuldades em poderem trabalhar ou arranjar trabalho.
Sabemos das grandes dificuldades de Pemba por outros actores no terreno e pelas notícias que nos chegam pelos meios de comunicação dos permanentes ataques e da quantidade de deslocados fugitivos da guerrilha. Muitos agregados, já por si pobres e precisados de apoio, agora vêem os problemas agravados por familiares, que têm que recolher e ajudar, fugidos da guerrilha doutras comunidades.
A Direcção deliberou aprovar o Projecto pela verba solicitada 10.000,00 Euros.

Projecto 4/2021
Projecto: “Nova Esperança (Banco de leite)”

O P. Ricardo Marques, Missionário da Boa Nova, a trabalhar na Paróquia de Maria Auxiliadora, em Pemba, solicita apoio à APARF para continuar a desenvolver o projecto “Nova Esperança”.
Este projecto consiste no apoio alimentar, médico e medicamentoso a crianças cujas mães doentes não têm possibilidade de as amamentar (mães com HIV, Lepra, Cólera, Malária e outras doenças endémicas e infecto-contagiosas).
Este projecto iniciou-se em 2019, com o apoio dado pela APARF em 2018, insuficiente, a que juntou outro apoio recolhido através da Revista Boa Nova, querendo a paróquia dar-lhe continuidade pois, agora mais que antes, é preciso zelar por estas pessoas mais vulneráveis, social e fisicamente, e que vivem em extrema pobreza.
Os acontecimentos sociais e meteorológicos catastróficos que assolam Cabo Delgado desde 2017, conhecidos publicamente e descritos nas cartas da Diocese na comunicação social, e que a APARF também fez eco, são esclarecedoras da calamidade vivida.
A Direcção deliberou aprovar o Projecto pela verba solicitada 7.000,00 Euros.

Projecto 3/2021
Projecto: “Medicina mais Perto”

“Medicina Maia Perto Moçambique” é um Projecto da Associação de Estudantes da Faculdade de Medicina de Lisboa, de voluntariado internacional na área da saúde.
Iniciado em 2012, nas suas 8 edições contou com a participação de 74 voluntários, alunos da Faculdade, que em 2 equipas de 6 voluntários se deslocam a Moçambique entre Julho e Setembro de cada ano.
Na província da Matola, em Maputo, trabalham em parceria com associações locais contribuindo para a formação, capacitação e desenvolvimento da população, sobretudo na área da saúde.
Como jovens estudantes, em formação, perspectivam e concretizam já, por esta via do voluntariado, a “existência de um mundo com médicos mais humanos e conhecedores das várias realidades do Mundo, capazes de responder melhor e de forma mais adequada aos desafios clínicos e sociais com os quais se depararão durante a sua vida profissional.”
No Verão de 2019 deram 120 consultas, 52 acompanhamentos hospitalares, 69 formações, 3 visitas domiciliárias.
Solicitam apoio à APARF pelo terceiro ano consecutivo.
A Direcção deliberou aprovar o Projecto pela verba solicitada 2.500,00 Euros.