A Hora dos Pobres

Estimados Amigos

Em 1943, Raoul Follereau pedia a cada um que consagrasse pelo menos uma hora por ano do seu salário, rendimentos ou lucros, no alívio dos infelizes. Nascia assim A HORA DOS POBRES.

“Gesto simples, fácil de pôr em prática, ao alcance de todos, mas que tem em si um significado impressionante”.

Não se trata, realmente, de uma nota que tiramos distraidamente da carteira para nos vermos livres de um pedinchão. Dar uma hora – ou mais – por ano aos pobres é, antes de mais, dedicar-lhes uns momentos da nossa vida, pensar neles, consagrar-lhes o nosso trabalho. É UMA HORA DE AMOR”.

A Hora dos Pobres não é uma esmola; é um acto fraterno. Cada um de nós pode fazer o mesmo gesto: oferecer uma hora aos mais necessitados. E assim todos podemos saborear esta alegria orgulhosa e delicada: estender a mão não para pedir mas para dar.

Unidos ao Papa Francisco, que instituiu o Dia Mundial dos Pobres, procuramos nesta HORA ir ao encontro dos mais pobres “amando não com palavras mas com obras”.


Convocatória

Nos termos dos Artigos 15 e 16 dos Estatutos, convoco, em sessão ordinária, a ASSEMBLEIA GERAL da ASSOCIACÃO PORTUGUESA AMIGOS DE RAOUL FOLLEREAU (APARF) para o dia 25 de Novembro de 2017, às14.00h, a realizar na Rua Cidade de Nova Lisboa, nº 7, em Lisboa.

Convocatória


“Para quê a vida? Para servir!”

A 17 de Agosto de 1903 nascia Raoul Follereau, o “Vagabundo da Caridade”, como foi apelidado.
Desde jovem, sentindo o maravilhoso e inquietante apelo de SERVIR, fez da sua vida um verdadeiro testemunho, a alegria do saber dar sem medida.
Percorreu milhares de quilómetros, libertando com amor, todos aqueles que, prisioneiros da doença, se escondiam do mundo. Proferiu inúmeras conferências, apelou à humanidade, sem receio e com a eloquência que só os homens sábios da Caridade sabem ter: “ As riquezas do mundo são de todo o mundo”.
Milhões o escutaram, sobretudo a Juventude. É a ela que Raoul Follereau mais se dirige, com a ternura e a autoridade próprias de um pai.
Hoje, a sua Mensagem, tão actual como há 50 anos atrás, terá de ser novamente escutada: a fome atinge milhões de pessoas no mundo; a corrida ao armamento e o terror de uma guerra nuclear ensombram os nossos dias; a lepra, que muitos acreditam erradicada e apesar de curável, continua anualmente a fazer milhares de vítimas. Aproximadamente, em cada dois minutos, mais um novo caso de lepra é diagnosticado no mundo. Quantos ficarão por diagnosticar, até que a doença comece a provocar lesões irreversíveis?
A actualidade da Mensagem de Raoul Follereau, mostra-nos o caminho. A batalha, que ele começou, ainda não está ganha. É preciso continuar a lutar, dia após dia, sem esmorecer a vontade infinita de construir a “Civilização do Amor”.
O segredo é SERVIR.

vitor.borges@aparf.pt